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Câmara Municipal de Patos debate Ideologia de Gênero e Projeto segue para segunda votação nesta terça, dia 19
             A apresentação do Projeto de Lei n°87/2017, de autoria do presidente da Câmara Municipal de Patos, Sales Júnior (PRB), resultou em uma Audiência Pública que foi realizada na última quarta-feira, dia 13 de dezembro, com a presença de demais vereadores, professores, representantes das Igrejas Católica, Congregacional, Primeira Igreja Batista de Patos da deputada estadual Eliza Virgínia e membros da sociedade.

             O projeto veda a distribuição, exposição e divulgação de material didático contendo manifestações da ideologia e igualdade de gênero nos estabelecimentos de ensino da Rede Pública municipal de Patos.

             De acordo com Sales Jr°, o PL só seria colocado em votação após ser discutido com a sociedade. E foi o que aconteceu na quinta-feira, dia 14, na realização da sessão ordinária quando os vereadores aprovaram, por unanimidade, o teor do PL, em primeira votação.

             “Como nós já tínhamos divulgado, só iríamos votar o projeto após a realização de uma audiência pública e, aí, realizamos essa audiência que foi muito prestigiada por vários segmentos da sociedade, vários pontos foram colocados aqui dentro do tema da Ideologia de Gênero nas escolas e nós conseguimos entender que a nossa sociedade não aceita o que um movimento está querendo fazer com as nossas famílias que é discutir esse tema com crianças”, disse o Presidente Sales Júnior.

             Para ele, a criança não tem estrutura psicológica para debater o tema sexualidade.

             A deputada Eliza Virgínia, que esteve representando a Assembleia Legislativa da Paraíba, se disse satisfeita com a Audiência Pública. Em sua explanação, a parlamentar disse que a Ideologia de Gênero “vem para acabar e transformar a mentalidade das crianças para fazer o tipo de uma doutrinação”. Ela garantiu que isso não pode acontecer e de forma concreta, um abaixo-assinado está sendo realizado para ser encaminhado ao Ministério da Educação para “dizer ao MEC que a Paraíba não quer ideologia de gênero nas escolas”.

             Já o pastor, Sandro Paiva, Pastor da Igreja Congregacional, explicou que viu que a Câmara Municipal de Patos está aberta para o debate, uma vez que Patos é a terceira cidade do estado paraibano e a democracia é exercida. “Quando ela (Câmara) se preocupa em debater isso com a sociedade, com todos os segmentos, nós conseguimos vê que há uma preocupação dos vereadores. Foi um debate de alto nível onde a gente pode ouvir os dois lados e entender, acima de tudo, que precisamos defender a família”, explicou.

             O também pastor, Francisco Rodrigues, da Primeira Igreja Batista de Patos, afirmou que é preciso saber o que está acontecendo no estado, na cidade e no mundo todo. Ele explicou que o ensinamento é que a família é a base de tudo. “Nós pregamos que a família é a base de tudo, uma família desestruturada leva a isso que está acontecendo no nosso estado e no mundo. Nós devemos preservar a família e tratar a família com mais zelo”, pontuou.

             Gean Teixeira, da Pastoral da Família, esclareceu que o debate é importante, pois, é um momento de conhecer todas as posições, culturas e ideologias. Ele também defendeu a estrutura familiar, uma vez que os órgãos estavam reunidos em Audiência para defender e salvaguardar o direito das famílias.

             “Essa situação da ideologia de gênero, a gente precisa observar que para a situação real da nossa cultura, do nosso ambiente e de todas as situações, ela não é oportuna. Cabe a nós, pais de família, cabe à família por inteiro ser aquela orientadora dos preceitos morais, mas, também sexuais, de sua criança, de seus filhos. Somos nós que conhecemos nosso filhos, que conhecemos a faixa etária, a díade que essa criança pode escutar, pode encutar, absorver alguma orientação sexual”, explicou.

             Já as professoras Aline Mayara e Nádia Farias discordaram das explanações colocadas na Audiência.

             “Primeiro eu acho que é um desconhecimento da maioria com relação ao primeiro termo (ideologia de gênero) que é um termo que não existe, é um termo cunhado a pouco tempo de forma que é superficial e que não existe. O que existe é a escola trabalhar o respeito. A escola necessita de um apoio de que um projeto como esse atinge diretamente os professores e precisa ser amplamente discutido, não pode ser apenas uma noite de discussão”, apontou Nádia Farias.

             “O que se propõe com o reconhecimento da identidade de gênero é que as pessoas que são, até o momento, consideradas como diferentes, elas precisam ser respeitadas por aquilo que elas são. Então, o que se propõe para as escolas é que desde pequenas as crianças aprendam a respeitar aquilo que é diferente do padrão normativo”, explicou.

             Estiveram presentes os vereadores, Diogo Medeiros (PSB), Edjane Araújo (PRTB), Ferré Maxixe (DEM), Tide Eduardo (PMDB), Nadir Rodrigues (PMDB), Lucinha Peixoto (PCdoB), Dito (PTN).

             O projeto de Lei da Ideologia de Gênero segue pra segunda votação nesta terça-feira, dia 19, na sessão ordinária da Câmara Municipal de Patos.



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