Por ASCOM Sábado, 13 de Abril de 2013
Na noite desta sexta-feira (12), os vereadores da Casa Juvenal Lúcio de Sousa se reuniram com algumas autoridades para debater a problemática da seca na cidade de Patos e municípios vizinhos.
Estiveram presentes o ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley, o Deputado Federal Hugo Motta, o secretário municipal de agricultura, Sebastião dos Santos Lima, o representante da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), Gustavo Guimarães, o representante da Secretaria Estadual de Agricultura, Francisco Acácio e o Gerente Regional da CAGEPA, o senhor Maciel Damasceno.
Também fizeram parte do debate, Josinaldo Gomes, representante das Associações Rurais de Patos, José Sales Martins (Rotary Club), Lucinao Martins(GIAASP), Pedro Roberto (Maçonaria) e o agrônomo Chico Velho, secretário de agricultura adjunto de Condado.
A audiência pública aconteceu através de um requerimento do vereador Diogo Medeiros que afirmou que não dá para combater a seca somente com palavras e boas intenções. “É preciso materializar as ações e estamos aqui hoje com este propósito, discutir, mas acima de tudo colocar em prática as ações para minimizar os efeitos da seca”, comentou o vereador.
A vereadora Cláudia Leitão fez a leitura de uma carta aberta enviada pelo ex-prefeito da cidade de João Pessoa, Luciano Agra, onde traçava a realidade do homem do campo e algumas estratégias que poderiam ser praticadas para o enfrentamento da falta de chuvas.
O deputado Hugo Motta apresentou um plano de ação que vem desenvolvendo junto ao Governo Federal e que atinge toda a região Nordeste no sentido de angariar parceiros e investimentos para os produtores rurais.
O representante da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), Gustavo Guimarães relatou que hoje a Paraíba conta com 20 mil produtores cadastrados e que na região a distribuição do milho tem sido feita da maneira mais democrática possível. “Estamos tentando com a parceria de outras instituições aliviar o sofrimento do agricultor. Na Paraíba 50% do gado foi dizimado pela seca. Os terreiros estão secos e é nossa obrigação tentar dar soluções para a sobrevivência destas pessoas e animais”, afirmou.
O agricultor José de Arimateia, da zona rural de São José do Bonfim, descreveu com tristeza o cenário da seca. “Pense numa dor grande. Dói na gente, na terra e nos animais. Espero que com esta audiência de hoje a gente possa ter caminhos para melhorar e curar um pouco desta dor”, concluiu emocionado.
A presidenta da Câmara, Nadir Rodrigues disse que a Casa Juvenal Lúcio de Sousa sempre será o espaço para estes tipos de diálogos e que espera que as propostas e discussões apresentadas na audiência sejam colocadas em prática pelas demais autoridades.