Por Daniel Almeida Quarta-Feira, 1 de Agosto de 2012
Foi realizada na noite desta terça-feira(31) na Câmara Municipal de Patos uma reunião entre os vereadores e professores da UFCG(Universidade Federal de Campina Grande- Campus Patos) que encontra em greve.
A reunião contou com a presença dos vereadores Marcos Eduardo, Edileudo Lucena, Zé Mota, Zefinha das Bolsas, Peteca,Raniere Ramalho, Ivanes Lacerda e Almir Mineral. Representando a UFCG estiveram presentes os professores Edísio Azevedo e Carlos Lima, além de funcionários e alunos da instituição.
“Viemos aqui hoje pedir o apoio do poder legislativo patoense para agregar forças e solicitar juntos aos senadores, deputados federais e estaduais, governador para que algo possa ser feito para solucionar esta greve”, enfatizou o professor Edisio Azevedo.
De acordo com o professor a greve da UFCG completa nesta quarta-feira(01) 74 dias e até agora nenhuma proposta convincente e digna foi feita por parte do governo federal. Para Edisio os professores necessitam de melhores salários visto que a demanda de trabalho aumentou nos últimos anos e também de melhores condições para exercer suas funções na Universidade.
Segundo o professor Edísio o Campus de Patos conta atualmente com 116 professores distribuídos em 4 cursos de graduação( Medicina Veterinária, Engenharia Florestal, Ciências Biológicas e Odontologia) além de 3 cursos de mestrado, um de doutorado e aproximadamente 600 alunos.
“A demanda aumentou na Universidade, a instituição precisa de mais professores, pois novos cursos foram implantados. São horas exaustivas de trabalho, madrugadas corrigindo provas, fins de semana trabalhando, o trabalho dobrou mas o salário e o corpo docente continua o mesmo”, enfatizou.
Ainda segundo Edisio Azevedo ao todo são 59 universidades em greve em todo pais, além dos institutos federais que também aderiram ao movimento grevista. “Nunca se viu uma greve igual a essa nos últimos trinta anos”, declarou.
Os vereadores se comprometeram a tomar as atitudes necessárias e possíveis dentro das condições do poder legislativo para colaborar com o fim da greve. “Sugerimos a elaboração de um documento, que será aprovado por esta casa legislativa, para ser enviado aos órgão competentes como assembléia legislativa, senado e congresso federal”, disse o vereador Zé Mota.